Um Conto de Natal.

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 O verdadeiro espírito do Natal é o amor.
Sempre soubemos que guiados por uma estrela, três Magos haviam saído do oriente para visitar Jesus por ocasião do seu nascimento,
Somente agora, dois mil anos depois, nos chega a informação de que havia um quarto Mago, também do oriente, que sozinho partiu para homenagear Jesus em Belém. Seu nome não nos foi revelado.
Mas esse quarto Mago sempre chegava atrasado e não encontrava mais Jesus no lugar informado.
Ficamos sabendo que ele era muito rico e havia comprado muitas pedras preciosas para presentear Jesus. Mas pelo caminho por onde passava, sempre ia se deparando com cenas tristes, eram os pobres e miseráveis que encontrava necessitando de ajuda. E assim ia vendendo suas jóias para socorrer esse povo cheio de necessidades, demorando cada vez mais em sua jornada.
Trinta e três longos anos se passaram sem que ele tivesse a chance de ver Jesus. Após essa longa busca, seu tesouro havia se esgotado, restando-lhe somente uma única pedra preciosa.
Até que um dia, exausto e já próximo a Jerusalém alojou-se em uma pousada para pernoitar. À noitinha, do lado de fora ouviu dolorosos soluços. Levantou-se e foi ver o que acontecia. Viu uma mãe apertando seu filhinho ao peito para aquecê-lo e para que ele lhe sugasse as últimas gotas de leite e não morresse de fome e frio. Ela estava aos prantos, pois há dias nada comia.
O Mago sabedor do fato penalizou-se por demais, e no dia seguinte, vendeu a última pedra preciosa para amparar aquela pobre e desventurada mãe e o seu filho, depois montou em seu camelo e partiu para Jerusalém, pois ficou sabendo que Jesus lá se encontrava.
No caminho, de repente teve um sobre salto ao perceber que nada mais possuía para presentear Jesus quando com ele se encontrasse. Então chorou amargamente. Mas resoluto queria vê-lo de qualquer forma, mesmo nada mais tendo para lhe oferecer.
Mas ao chegar em Jerusalém, teve uma notícia muito, muito triste: Jesus, exatamente naquele dia havia sido crucificado, e o mago então chorou em desespero e olhando para os Céus, em soluços exclamou:
-Meu grande e amado DEUS, perdoa-me! Perdi trinta e três anos da minha existência em busca de teu filho, e falhei na missão mais importante da minha vida, pois com toda a riqueza que possuía nunca consegui alcançá-lo em nenhum lugar e quando finalmente o encontrei, estava morto. Não fui capaz de chegar a  tempo para cumprimentá-lo nem tinha mais recursos para salvá-lo.
E ajoelhando-se, dobrou seu corpo, baixou a cabeça até o chão, cerrou os olhos e disse: Pai Celestial! Eis-me aqui, tira a minha vida, pois não sou digno de ti. Não consegui ver teu filho amado, e muito menos ajudá-lo. 
Naquele momento, no seu íntimo ouviu uma vós que dizia:
- "Meu filho, levanta-te e me escuta: Tu me encontraste muito cedo e antes do que imaginas":
- Todos aqueles que de alguma forma socorreste e amparaste pelo caminho, era a mim que estavas socorrendo e amparando, e todos aqueles dias foram contados como glórias para ti.
- Não percebeste quando em tua jornada paravas para alimentar tantas criancinhas desamparadas e famintas, e elas te agradeciam com um intenso brilho no olhar, e te ofereciam sorrisos de gratidão?
- Você nem notou quando as mães dessas criancinhas te dirigiam secretas orações de agradecimento.
- Não percebeu a gratidão de todos aqueles que socorreste nas estradas desertas da vida, quando lhes providenciaste abrigo e curaste suas feridas!
- Não observaste quantas flores foram semeadas ornamentando o caminho que desenhavas com o teu amor.
- Você estava tão preocupado em fazer o bem, que não via a luz que te acompanhava. Entretanto, todo bem que fizeste aos outros a mim o fizeste.
- Apazigua teu terno coração. Tu me honraste com teu imenso amor. Sempre estive contigo, e em ti habitarei para sempre.
25\12\2011.
O verdadeiro espiríto do Natal é o amor.

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